AUTORIDADE SE DESENVOLVERAM EM TORNO DOS PRIMEIROS 5 LIVROS DA BÍBLIA

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Uma enorme autoridade e dignidade se desenvolveram, com o passar dos séculos, em torno dos primeiros cinco livros da Bíblia, comumente conhecidos como Livros de Moisés. Com o passar dos séculos, eles respondem por uma quantidade surpreendente de leituras, escritos, estudo, oração, ensino e pregação.

Deus é o assunto principal destes livros, ele responde pela autoridade e dignidade. Mas estes livros não falam apenas de Deus: nós também estamos incluídos. Levam em conta o comum e intenso interesse humano. Queremos saber o que está acontecendo. Queremos saber como nos adaptamos às coisas. Não queremos perder nada.

Os livros de Moisés são constituídos, em sua maioria, de histórias e sinais. As historias mostram Deus agindo e falando com o ser humano numa rica variedade de circunstâncias. Deus nos é apresentado não por meio de ideias ou argumentos, mas de acontecimentos e ações que envolvem cada um de nós. Os sinais providenciam orientações imediatas e práticas para nos guiar ao comportamento mais apropriado à nossa humanidade e à glorificação de Deus.

A simplicidade das narrativas e dos sinais nestes livros torna o que está escrito acessível a crianças e adultos. Mas essa simplicidade (como em tantas coisas simples) também é profunda, convidado-nos a uma existência de participação crescente nos meios de salvação de Deus.

A imagem do crescimento humano sugere uma razão para a poderosa influência destas histórias e sinais sobre milhares de homens, mulheres e crianças, que os leva a viver como povo de Deus. O esboço mostra os cinco livros como cinco estágios de crescimento nos quais Deus cria o cosmos e, depois, um povo para sua glória.

“Gênesis é a Concepção”

livros de moisés

Depois de estabelecer os elementos básicos pelos quais realizará sua obra de criação, salvação e juízo concernente ao pecado e rebelião humanos (capítulos 1-11), Deus concebe um povo  ao qual se revelará como Deus de salvação e, por meio dele, com o passar do tempo, também se revelará a todos os povos da terra. Deus inicia com apenas um homem: Abraão. O embrionário povo de Deus cresce no útero. Aos poucos, detalhe e mais detalhes vão se tornando evidentes à medida que o embrião toma forma: Sara, Isaque, Jacó e Esaú, Raquel, José e seus irmãos. A gravidez se desenvolve. A vida está obviamente se desenvolvendo naquele útero, mas há, também, muita coisa que não está clara nem visível. O panorama histórico é vago, as nações vizinhas e seus costumes o encobriam, como uma espécie de névoa. Mas a presença de vida divinamente concebida está chutando com força.

“Êxodo é o Nascimento e a primeira Infância”

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A gestação do povo de Deus é um pouco longa, mas finalmente as dores de parto iniciam. A escravidão egípcia dá os primeiros sinais de que as contrações estão por vir. Quando Moisés aparece em cena para dirigir o parto em si, dez violentas pragas se abatem sobre o Egito, acompanhando as contrações que levam o trabalho de parto a termo: no mar Vermelho, as águas se rompem, o povo de Deus sai do útero para a terra seca, e tem início sua vida como povo de Deus liberto. Liderado por Moisés, se dirige lentamente, engatinhando, até o Sinai, onde é alimentado. Deus  se revela ao povo na montanha, e este começa a ter alguma percepção de seu Pai. Ele aprende a linguagem da liberdade e da salvação – uma palavra aqui, outra ali, as Dez Palavras (Mandamentos) como um vocabulário próprio, inicial e básico. Os sinais começam a aumentar: faça isto; não faça aquilo. Mas a maior parte da infância é marcada por Deus, o Deus vivo. À medida que o povo explora o profundo e amplo mundo de Deus, o louvor se torna a atividade principal, que eles aprendem ali, construindo as estruturas do louvor e controlando os procedimentos. Ele está aprendendo a dar atenção completa a Deus, em obediência e adoração.

“Levítivo é a Educação”

 

 Enquanto a primeira infância se desenvolve até a terceira, a educação formal toma lugar. Há muito para saber: o povo precisa de algumas estruturas e de organização para manter as coisas no lugar: leitura, escrita, aritmética. Mas, para o povo de Deus, o currículo é baseado em Deus e no relacionamento com ele. Levítico é o manual de alfabetização. É um livro audiovisual apresentando, quase que em sua totalidade, uma descrição dos rituais de sacrifícios e de relação aos modos que seu relacionamento com Deus se deteriora (pecado) ou como são restaurados ao perdão e à inocência (salvação). Todos os dias, a vida consiste num detalhe concreto e sem fim, muitos deles ligados ao nosso comportamento diante de Deus e uns com os outros. Assim, é claro, Levítico consiste também num detalhe sem fim.

“Números é a Adolescência”livros-de-moises-evagenlico-de-cristo

Os  anos da adolescência são decisivos para a compreensão de quem somos. Na maioria, estamos bem grandinhos e já podemos tomar conta de nós mesmos. Somos bastante inteligentes, ainda que não algumas limitações, e já podemos pensar por nós mesmos. Descobrimos que não somos apenas uma extensão de nossos pais nem meras imagens refletidas de nossa cultura. Mas, então, quem somos? Mais especificamente, quem somos como povo de Deus? O povo de Deus em Números é novo nos processos independentes de comportamento e pensamento; por isso, comete, inevitavelmente, muitos erros. A rebeldia é um dos erros mais evidentes. Eles testam sua identidade única ao rejeitar sua ligação com seus pais e sua cultura. É o modo mais fácil e barato de “ser eu mesmo”, como gostamos de dizer. Mas acontece que não há muito para o “eu” que assim se declara. Maturidade requer integração – não amputação – daquilo que recebemos em nossa concepção, nascimento, infância e educação. O povo de Deus tem uma adolescência extraordinariamente longa no deserto – cerca de quarenta anos.

“Deuteronômio é a idade adulta”

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A vida adulta é um processo complexo. Crescer é um processo longo. E crescer com Deus demanda um tempo ainda maior. Durante os quarenta anos passados no deserto, o povo de Deus se desenvolveu desde o estado embrionário. Trazido à luz na distante praia do mar Vermelho, foi carregado, conduzido, alimentado e protegido sob a liderança de Moisés até o lugar da revelação de Deus no Sinai, onde foi ensinado, disciplinado e abençoado. Agora estava pronto para viver como adulta livre e obediente na nova terra, a terra prometida. Estava pronto para a idade adulta, pronto para crescer por dentro como cresceu por fora. Pronto para viver como povo livre, formado por Deus, povo santo, transformado por Deus. Ainda há um longo caminho pela frente (como todos nós), mas todas as condições para a maturidade estão lá. O livro de Deuteronômio reúne todo o processo de formação e conversão de um povo de Deus num sermão, numa canção e numa bênção. A palavra-chave de Deuteronômio é “amor”. O amor é o ato mais característico e abrangente do ser humano. Somos mais nós mesmos quando amamos; somos mais povo de Deus quando amamos. Mas “amor” não é uma palavra abstrata, definida em dicionário. Para obter um amor  maduro, é preciso viver, absorver e entrar no mundo de salvação e liberdade, encontrar-se nas historias, familiarizar-se com os sinais e segui-los, aprender a vida de louvor e perceber que nossa única identidade é ser o povo do Deus que ama.

Missionário Williams

Williams Araujo, 39 anos, é casado com a Leni e pai da Jessica e Barbara. Atua como Missionário da Palavra de Jesus (Cursando) Seminário Teológico Carisma de Manaus/AM. Diariamente escreve mensagens em seu site (Evangélico de Cristo) e redes sociais, ajudando as pessoas a encontrarem esperança e salvação através de Jesus Cristo. Viveu uma adolescência rebelde, mas teve um encontro com Deus que marcou a sua vida no ano de 2002, e desde então, descobriu como viver vitoriosamente aplicando a Palavra de Deus em sua vida. Hoje, deseja ajudar as pessoas a fazer o mesmo, com isso fala abertamente de suas experiências afim de encorajá-las.

Website: http://evangelicodecristo.com.br